Lubrificação na medida certa deixa o sexo ainda mais fantástico...

Se existe um lugar onde você pode deixar seu parceiro escorregar sem medo, esse lugar é a cama

Falta ou excesso de umidade podem fazer sua noite fracassar. "Quando a mulher apresenta excitação sexual adequada, a lubrificação vaginal chega a seu máximo e favorece a penetração", afirma o ginecologista Edílson Ogeda, do Hospital Samaritano de São Paulo. Assim, a transa rola sem desconforto ou dor, o que só faz seu prazer aumentar.

Vale saber que a lubrificação é diferente em cada mulher. Se na hora H você percebe estar seca, não se preocupe além da conta. Basta descobrir quais são as razões e as soluções para que o sexo volte a ser muito mais suave.

Cerca de um terço das mulheres jovens afirma sentir falta de lubrificação, de acordo com pesquisadores da Universidade de Indiana, nos EUA. Às vezes, a culpada é a pressa. Quando você acelera as preliminares, não chega totalmente excitada ao evento principal. Péssima jogada: "Na ausência da secreção, a penetração torna-se difícil e dolorosa", diz a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro.

E, pior, contribui para infecções causadas por fungos. Se o seu parceiro é do tipo que vai direto para o vamos ver, peça mais brincadeiras. Ou, melhor ainda, conte a ele que é mais vantajoso se você chegar lá primeiro. Depois do primeiro orgasmo com masturbação, sexo oral ou um acessório, as chances de você ter uma boa lubrificação para o segundo round são maiores.

Não arranque os cabelos
Outros fatores levam ao ressecamento, como o stress. "Estar de bem com a vida tem uma influência positiva sobre a libido", diz Ogeda. "Com ela em alta, a lubrificação vaginal é mais adequada." Anticoncepcionais com pouco estrógeno, infecções fúngicas não diagnosticadas, amamentação, menopausa e alguns medicamentos (anti-histamínicos e antidepressivos) são outras causas.

No outro extremo, apesar de incomum, a lubrificação em excesso também causa incômodo - use uma toalhinha para secar a área e prefira preservativos sem lubrificante. Ela pode estar relacionada a um problema ginecológico e, por isso, deve ser investigada.

Faça a escolha certa
Nas farmácias e sex shops, há lubrificantes feitos de silicone, água, petróleo e óleo. A melhor aposta, em geral, são os à base de água: seguros junto da camisinha, fáceis de limpar e sem deixar manchas nos lençóis. Ainda assim, os especialistas sugerem testar os produtos para checar se não causam alergia.

Quem usa camisinha deve ficar longe de produtos de petróleo ou óleo, que podem destruir o látex. Já mulheres propensas a infecções fúngicas precisam procurar uma opção sem glicerina, que contém açúcares e promove o crescimento dos fungos.

Caso nenhum dos dois seja alérgico, vale experimentar opções diferentes, como os lubrificantes que esquentam. "O calor pode aumentar a sensação de prazer pela reação vascular local", diz Marzano. Mas, como a lubrificação em excesso pode diminuir sua sensibilidade, comece usando um pouco e vá adicionando mais.

Veja 7 coisas que os homens não reparam durante o sexo

Quilos extras, pelos e pequenos defeitos ficam de lado entre quatro paredes

Toda mulher tem inseguranças seja por estar com alguns quilinhos a mais ou o cabelo não estar do jeito que gostaria. Na cama, esses receios aumentam ainda mais, no entanto, especialistas afirmara que os homens não se importam com a maioria destas preocupações femininas.

A Cosmopolitan listou sete coisas que o parceiro não repara durante o sexo; veja a seguir:

Quilos extras: de acordo com o especialista em sexo, autor do livro Ela Vem em Primeiro Lugar, Ian Kemer, a maioria dos caras não está nem vendo ou pensando em um corpo reto e sem curvas na hora do sexo. Na verdade, eles estão ocupados passando por um mix de sensações hormonais de testosterona, oxitocina e dopamina que aumentam a percepção de sensualidade.


Pequenos defeitos: pode parecer nítido para você no espelho, mas o parceiro não perceberá que o seu seio direito é um pouco maior que o esquerdo, por exemplo. A maioria dos homens está muito animada em se aproximar desta parte do corpo feminina e não se importa se um é um pouco maior que o outro, ainda mais se forem volumosos.

Pele: quem não quer ter uma pele de bebê? O especialista em sexo Darren Michaels, autor de Flipside Erótica, alertou que a corrida na última hora para melhorar a acne ou estrias não vale à pena. O homem estará tão preocupado em ficar com a parceira que não notará esses detalhes.

Suor: embora possa parecer nojento para você, o odor natural do corpo da mulher pode ser um estimulante sexual para os homens. Por isso, Kemer aifmou que se você tomou banho há algumas horas e mesmo assim não pode evitar o suor durante a relação sexual, não se preocupe, o parceiro vai até gostar.

Pelos: não deu tempo de depilar bem as pernas e virilha antes da transa? Não é por isso que o parceiro vai deixar de sentir desejo por você, segundo Kemer.

Cabelo e maquiagem: o parceiro não vai se importar se o seu cabelo está para cima ou para baixo, se seus olhos estão bem delineados e a sombra está combinando com a lingerie. Tenha confiança nos seus atos, aconselhou Kemer, pois a preocupação com coisas como a maquiagem pode cortar todo o clima.

Tamanho da vagina: a maioria dos caras não vai comparar seu órgão sexual com a de parceiras anteriores. No entanto, de acordo com Kegel, se preferir fazer exercícios para tornar o sexo ainda mais prazeroso, não há problema algum.

50 maneiras de melhorar sua vida sexual

Dê prioridade às relações amorosas. Apesar de ser uma das partes mais importantes do relacionamento, muitos dedicam apenas 20 minutos no fim de alguns dias. O ideal é dedicar tempo ao assunto, assim como dedicamos ao trabalho, amigos, família

A prática é tão antiga quanto o homem, mas ainda hoje é tema de debates, discussões e dúvidas, muitas dúvidas. O sexo não é território de águas tranquilas para muitas pessoas, o que garante o sucesso de publicações que prometem ajudar a melhorar o desempenho e a satisfação. O jornal The Sun publicou lista com 50 dicas, criadas pela colunista Deidre Sanders. Confira.

Dê prioridade às relações amorosas
Apesar de ser uma das partes mais importantes do relacionamento, muitos dedicam apenas 20 minutos no fim de alguns dias. O ideal é dedicar tempo ao assunto, assim como dedicamos ao trabalho, amigos, família.

Reviva os tempos de romance
Lembre-se de quando saíam para encontros, conversavam e sempre queriam ficam juntos. Combine um dia da semana para conversar, tomar uma bebida, assistir juntos a um DVD.

Use o tempo disponível
Se um dia conseguir chegar mais cedo em casa, não vá limpar as janelas e, sim, aproveite essa inesperada oportunidade para ficar com o parceiro.



Mude de ares
Se sempre as relações acontecem no quarto e na mesma hora, tente mudar o local e também as ocasiões.

Aumente o contato físico
Ter o corpo tocado proporciona relaxamento e prazer. Tente aprender técnicas de massagem. Isso ajudará a aumentar o contato físico, mínimo muitas vezes mesmo durante as relações sexuais.

Separe sexo do resto
Nenhum relacionamento é perfeito, portanto não deixe pequenas irritações interferirem.

Tirem férias juntos
Pelo menos uma vez por ano, tente viajar com o parceiro para passar o máximo de tempo possível com ele.

Compartilhe o banho
Tome banho junto com o parceiro, não apenas para sexo. A atmosfera do banho é relaxante e íntima. Pode servir apenas para relaxar juntos.


Não abra espaço para mágoas
Preste atenção aos hábitos ou comportamentos que possam estar afastando um do outro. Tente sempre conversar sobre os problemas.

Mude de posição
Variar na cama ajuda a quebrar a sensação de monotonia. Tente pelo menos uma nova a cada mês.

Relaxem juntos
Geralmente leva uma hora para esquecer as obrigações, relaxar e começar a pensar em desfrutar de momentos de prazer ao lado do parceiro.


Mantenha certa regularidade
Muitos casais discutem sobre quando devem fazer sexo. A solução é criar uma agenda e manter o compromisso assumido.

Não economize em carícias
Lembre-se de que sexo vai além da penetração. Isso ajudará a quebrar a sensação de monotonia.


Não tenha pressa
A fim de descobrir prazeres mais intensos e desfrutar de mais intimidade, tente desfrutar de cada momento e de cada toque.


Faça surpresas
Use roupas especias para surpreender o parceiro. Isso será estimulante, pois ele nunca saberá como você estará e como será a relação.

Compartilhe paixões
Mantenha atividades ou interesses em comum. Pode ser uma atividade esportiva, um hobby ou qualquer outra atividade.

Determine turnos
Pelo menos uma vez por mês deixe que um dos parceiros fique apenas desfrutando das carícias feitas pelo outro.

Tente sexo pelo telefone
Não é preciso nada muito ousado para esquentar o clima. Comece apenas com mensagens de texto mais apimentadas ou recados quentes.

Investigue a falta de desejo
Se falta o desejo sexual, procure saber qual o motivo. Pode até mesmo ser sinal de depressão.

Reserve tempo para os dois
Pelo menos uma vez por semana, tente incluir algo especial na rotina, como uma garrafa de bebida, óleos perfumados ou flores.

Experimente fantasias
Se o parceiro tem o desejo de ver fantasias fazendo parte da relação, use, mas apenas se não for se sentir ridícula. Caso contrário, converse com ele a respeito.

Nunca deixe de beijar na boca
Comece o dia com um beijo. Isso ajuda a melhorar o humor.


Mantenha o sexo na sua vida
Não vire as costas para o sexo. Mantenha interesse no assunto para que ele não se transforme em território abandonado na sua vida.

Lute pela relação
Problema muito comum entre as mulheres é a perda do desejo sexual. Geralmente é algo fácil de ser revertido, bastando comprometimento de ambas as partes.

Não leve problemas para a cama
Se sente rancor por algum motivo, que anda atrapalhando a relação, tente resolver as pendências para restabelecer as boas condições do relacionamento.

Use a criatividade
Tome nota de três ou quatro coisas que gostaria de tentar, como posições, toques, técnicas.


Invista no diálogo
Compartilhe suas fantasias. Isso ajuda a aprofundar a intimidade.

Liberte-se de amarras
Se não conseguir compartilhar fantasias por vergonha, tente descobrir os motivos. Lembre-se de que é adulta e livre para se divertir ao lado do parceiro.

Assuma a liderança
Se você nunca toma a iniciativa, pode ser uma boa surpreender o parceiro com um convite para uma relação.

Esqueça o príncipe encantado
Seja realista e saiba que as relações podem nem sempre ser perfeitas e que isso faz parte da vida. Não fique desapontada.


Não faça charminho
Preste atenção se evita manter relações quando o parceiro se mostra a fim apenas para não dar o braço a torcer. Pare com isso e desfrute de bons momentos a dois.

Fale sobre sexo
Em vez de acusar o parceiro de falta de iniciativa, pergunte o que há de errado na vida a dois e peça para ele descrever o que seria uma relação ideal. Depois, tentem se aproximar dessa descrição.

Cuide da dieta
Não é possível ter disposição se o corpo não está abastecido com uma alimentação saudável. Além disso, lembre-se de que beber álcool demais também estraga.

Dê adeus ao cigarro
Pare de fumar, pois além de deixar cheiro ruim na pele e hálito, com o passar dos anos, o vício pode afetar a saúde sexual.

Invista em uma atividade física
Comece a se exercitar. Não é preciso malhar em excesso, mas um corpo tonificado é mais sensual.

Esqueça o que passou
Pare de fazer comparações da atual relação com as passadas. Não pense em qualidades dos ex e, sim, concentre-se nas do atual companheiro.


Tire uma folga
Planeje um dia livre ao lado do companheiro, pelo menos uma vez por mês. Faça passeios gostosos, nada sofisticados, como um passeio pelo parque.

Esqueça o celular
Desligue os aparelhos eletrônicos. Dedique 100% de atenção ao companheiro por uma ou duas horas.

Demonstre afeto
Diga “eu te amo” pelo menos uma vez por dia ao parceiro. Mas apenas se for verdadeiro. Mesmo que demonstre com gestos, é bom dizer de vez em quando.

Não deixe os problemas crescerem
Não deixe discussões atrapalharem o relacionamento, fazendo com que se transformem em longos períodos de silêncio.

Ame-se
Cuide da aparência, pois em geral os casais tendem a ficar desleixados. Passem um dia juntos pensando em cuidar do look em geral.

Ponha para fora o que incomoda
Não guarde ressentimentos ou mágoas até o ponto de o relacionamento estar arruinado.

Aposte em um toque de romantismo
Escreva cartas de amor. O gesto será retribuído com muito mais amor.

Mentalize seu prazer
Assim como imaginar a dor pode aumentar a sensação ruim, pensar no prazer também funciona. Use a técnica no momento da relação sexual.

Seja otimista
Concentre-se nas coisas boas do relacionamento, em vez de ficar pensando nos problemas do parceiro. Pense no que falta, mas foque em outra coisa e isso vai render mais diversão e admiração em relação ao parceiro.


Evite competir com o parceiro
Algumas pessoas são dependentes de adrenalina e não vivem sem algum excitamento. Encontre maneiras de suprir essa necessidade praticando esportes ou qualquer outra coisa que precise de competição.

Ajude seu prazer
Se você está com dificuldades para ter sensações, tente ficar mais em contato com o parceiro, colocando suas mãos sobre as do parceiro enquanto ele toca seu corpo.

Ouça o parceiro
Desligue a televisão, não apenas por um dia. Mas torne isso um hábito, substituindo por conversa ou jogos.

Encare as dificuldades
Não se sinta derrotada. Repasse essa lista e veja em quais pontos pode melhorar.

Viva o momento
Lembre-se de que o que importa é o que está acontecendo no momento. A vida não é um ensaio, portanto, viva ao máximo.

A excitação começa na mente...

O livro Irresistível conta a história de uma mulher que, prestes a se casar, presencia um ato sexual, sem querer, e passa a reprimir um desejo
A explosão de vendas de livros eróticos entre o público feminino é algo notável nos dias atuais. Mas a escritora Sylvia Day discorda que o fenômeno tenha surgido de uma hora para outra. “A demanda sempre esteve lá”.

Para ela, uma vida sexual prazerosa, no caso das mulheres, depende da comunicação e das preliminares. "E não estou falando só de preliminares físicas. Para nós, mulheres, a excitação começa na mente. E é aí que a ficção erótica provou ser útil em relações sexuais já estabelecidas”, observa. E de literatura erótica, ela entende: além de afirmar que se especializou no gênero simplesmente porque é o tipo de livro que gosta de ler, é autora de diversas publicações, entre elas a trilogia Crossfire. Seus títulos já foram traduzidos em mais de 30 idiomas e, recentemente, teve o romance Irresistível publicado no Brasil, pela editora Lafonte.

O voyeurismo consentido é perfeitamente aceitável, na minha opinião

O enredo conta a história da inglesa Jéssica Sheffield que, às vésperas de seu casamento, presencia, sem querer, um ato sexual que acende um desejo a ser concretizado sete anos depois. Sobre o ato de “voyeurismo”, Sylvia acredita que pode ser “parte de uma relação sexual excitante e saudável”.
No entanto, a receita para um casal se entender neste âmbito é bem mais simples do que se imagina. “A mulher precisa estar preparada para ouvir as necessidades do seu parceiro e aos seus desejos também. Uma vida sexual saudável é uma via de mão dupla”. Confira a seguir a entrevista exclusiva com a autora:

Site: A que você atribui o fenômeno do aumento do interesse pela literatura erótica pelas mulheres?
Sylvia Day: Ao aumento da cobertura da mídia. Quando se tem tantos meios de comunicação que cobrem as vendas de ficção erótica, isso agita a curiosidade e impulsiona as vendas. A demanda sempre esteve lá. Graças ao aumento da conscientização do público, os fornecedores estão estocando literatura erótica nas lojas mais tradicionais, o que tem feito com que a oferta se torne mais acessível.

Site: Biologicamente, os homens sempre se mostram mais dispostos para o sexo. Você acha que eles estão preparados para entender essa mulher, mais sexualmente ativa e mais cheia de fantasias?
S.D.: Se eles forem amantes confiantes e conscientes, irão gostar de ter parceiras que são confiantes e aventureiras.

Site: Por que você escolheu o gênero erótico?
S.D.: Porque estes são os livros que eu gosto de ler. A maioria doe escritores escrevem o que eles gostam de ler.
Site: Quando você começou a escrever e a se tornar conhecida por conta disso, você sofreu algum tipo de preconceito?
S.D.: Há 10 anos, sim. Principalmente vinda de outros escritores que não apreciam a habilidade necessária para escrever uma boa narrativa erótica.

Site: No livro Irresistível, você narrou um desejo sexual reprimido, nascido em um ato de voyeurismo. Você acha que a prática do voyeur ainda é vista como um tabu na sociedade atual? E na sua opinião, a prática do voyeurismo pode apimentar as vida entre quatro paredes?
S.D.: O voyeurismo consentido é perfeitamente aceitável, na minha opinião, e pode ser parte de uma relação sexual excitante e saudável. Ver alguém que não tem conhecimento que está sendo vigiado é outra história ... e isso não é bom.
Site: Na história, a personagem principal está em um casamento de sete anos mas se interessa por uma aventura extraconjugal. Na “vida real”, algumas mulheres acabam perdendo o desejo sexual pelos seus maridos, apesar de amá-los. Que dica você daria a estas mulheres?
S.D.: Jessica tem um relacionamento sexual com seu marido, Benedict, maravilhoso e satisfatório. O sexo com Alistair [o caso extraconjugal] é mais excitante simplesmente porque ela foi ferozmente atraída por ele de uma maneira visceral. Eles são almas gêmeas e isso adiciona mais profundidade à sua interação sexual. Quanto às mulheres da vida real que estão insatisfeitas com seus relacionamentos sexuais, a primeira coisa que precisam fazer é falar e verbalizar o que está faltando, o que querem experimentar, quais necessidades não estão sendo atendidas. Essa não deve ser uma discussão de confronto ou acusação. E a mulher precisa estar preparada para ouvir as necessidades do seu parceiro e aos seus desejos também. Uma vida sexual saudável é uma via de mão dupla.

Site: Na sua opinião, quais são os principais problemas que impedem uma mulher de ter uma vida sexual prazerosa?
S.D.: A falta de comunicação e das preliminares. E não estou falando só de preliminares físicas. Para nós, mulheres, a excitação começa na mente. Nós gostamos do romance, do ambiente, da sedução. E é aí que a ficção erótica provou ser útil em relações sexuais já estabelecidas. Os livros podem atuar como preliminares e ajudar uma mulher a ficar excitada antes de começar a interação física, o que pode conduzir a um sexo mais gratificante entre os parceiros.

Os livros podem atuar como preliminares e ajudar uma mulher a ficar excitada antes de começar a interação física
Site: Como você descreveria uma vida sexual prazerosa?
S.D.: Aquela que apresenta uma comunicação aberta, confiança, um senso de aventura e carinho verdadeiro entre os parceiros.

Site: O fato de você se especializar em literatura erótica mudou sua relação com os homens?
S.D.: Eu amo os homens. Eu acho que isso fica óbvio em meus livros. Meus textos não mudaram meus relacionamentos, porque sempre fui uma entusiasta. A maioria dos meus amigos próximos sempre foram homens.

Mulheres mentem sobre passado sexual

Preocupação com o ego masculino e pressão cultural também levam as mulheres a mentir
Elas trabalham, estudam, são independentes financeiramente e estão cada vez mais investindo na carreira antes de constituir família. Mas, ainda assim, as mulheres podem mentir ou não ser totalmente honestas quando questionadas sobre o número parceiros sexuais que já tiveram.

"Elas dizem para mim que mentem. Entrevisto alunas em torno dos 20 anos e elas ainda têm o discurso que, se tiverem muitos parceiros, os rapazes não vão querer namorá-las", diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora  na Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora de "Tudo o que  Você não Queria Saber sobre Sexo" (Record), escrito em parceria com Adão Iturrusgarai.

Como você, mulher, reage quando perguntam com quantos você já transou?
Respondo com sinceridade, independentemente do relacionamento que tenho com quem me questionou.

Mirian acredita não ser necessário responder a uma pergunta tão pessoal ao parceiro, mas entende porque as mulheres distorcem a verdade. "Elas mentem por causa da pressão cultural, que ainda provoca um medo enorme de serem julgadas como infiéis, irresponsáveis e pouco confiáveis por serem mais livre sexualmente," diz. Segundo Mirian, elas sentem a necessidade de responder à demanda do homem de querer controlar e avaliar a mulher a partir do que ela já experimentou.


Para Carmita Abdo, psiquiatra, fundadora e coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP (Universidade de São Paulo), se a mulher omite a verdade não é por constrangimento. "É talvez por se preocupar com o ego dele e pensar em como ele vai se sentir pouco à vontade com a experiência dela. Talvez isso a deixe pouco à vontade para falar do número de parceiros", diz.

Segundo Carmita, um homem inseguro com a qualidade do sexo que proporciona realmente pode não ficar confortável diante de uma parceira mais experiente. "A preocupação dos homens com seu próprio desempenho acaba sendo maior. Mas essa questão não é importante entre pessoas bem resolvidas sexualmente", diz.


A iniciação sexual cada vez mais precoce para ambos os sexos e as uniões que acontecem mais tarde na vida das pessoas levam a um aumento das mentiras ou omissões sobre o passado sexual, segundo Carmita. "Com isso, o número de parceiros ao longo da vida é maior", diz ela.

O interesse pela quantidade de parceiros sexuais do companheiro é de ambos os sexos, mas os homens têm maior necessidade de controle, de acordo com Mirian. "Quando a mulher pergunta pode ser só curiosidade. Quando o homem faz o mesmo pode ser uma forma de garantir que ele não será traído. Segundo ela, se um homem disser que não sabe ou não lembra quantas parceiras teve, a mulher dificilmente se preocupa. Já se a mulher fizer o mesmo, pode criar um problema. "Ele vai entender que ela teve um número grande de parceiros pouco significativos e sem envolvimento e, portanto, poderia mais facilmente ser infiel".


O número ideal
Entre 2000 e 2003, Mirian aplicou um questionário sobre relacionamentos para 1279 pessoas (444 homens e 835 mulheres). Uma das perguntas era sobre o número de parceiros sexuais. Segundo a antropóloga, as mulheres davam respostas extremamente precisas, e a maioria dizia que havia tido de um a cinco parceiros. "A que respondeu mais falou em 27 homens, mas se sentia muito desconfortável. Para as pesquisadas, teve muitos parceiros quem já transou com mais de 20. Por isso, nunca consigo saber realmente se elas disseram a verdade", diz Mirian.


Mas o que seria considerado um número ideal de parceiros? Segundo estudo realizado em 2006 pelo doutor em psicologia Ailton Amélio com 368 estudantes com idade em torno de 24 anos, as mulheres relataram uma média de 3,2 parceiros, enquanto a média masculina foi de 6,6 parceiras.

Segundo Mirian, é comum que as mulheres mais jovens vejam três parceiros como o número ideal. Já as mais velhas costumam dizer que tiveram de cinco a sete. "Quando elas respondem três ou cinco, é porque identificaram qual a média aceitável para os homens. Para uma mulher moderna não pega tão bem responder zero ou um. As respostas sugerem o que os homens gostariam de ouvir", diz Mirian.


Já as respostas masculinas costumam ser imprecisas, segundo Mirian. "Eles dizem terem transado com dezenas, ou 'mais ou menos dez' ou até 'entre 30 e 100'. Isso faz suspeitar que o que eles dizem não condiz com a realidade", afirma. "A mulher tem medo de estar acima da média e o homem, abaixo dela", afirma.

Mulheres usam o sexo como recompensa

Segundo pesquisa, elas agem dessa forma para premiar comportamentos e atitudes positivas dos namorados
Um novo estudo realizado no Reino Unido revelou que as mulheres usam o sexo para recompensar o bom comportamento de seus namorados, fazendo com que eles repitam as boas atitudes com elas. Entre as situações que podem ser “premiadas” pelas namoradas estão ajudar na arrumação da casa, cozinhar o jantar ou mesmo cuidar de algum parente.

De acordo com a pesquisa, dois terços (65%) das mulheres britânicas admitem usar o sexo para recompensar seu parceiro por bom comportamento, enquanto apenas 11% dos homens disseram que agiram dessa forma. Os entrevistados foram questionados com a seguinte pergunta: “alguma vez você já usou o sexo como uma recompensa para o seu parceiro, seja passado ou presente?”.

Aqueles que afirmaram que tinham usado o sexo como uma recompensa foram questionados em que circunstâncias eles tinham recompensado o seu parceiro com intimidades. A pesquisa foi realizada com 1.994 homens e mulheres maiores de 18 anos, que estavam em um relacionamento em que moravam junto com seus parceiros.

O estudo foi conduzido pelo ukmedix.com, uma farmácia online especializada em saúde sexual, como parte da investigação sobre a vida sexual e preferências dos britânicos. Thomas O'Connell, da ukmedix.com, comentou os resultados: "A intimidade e o papel que ela desempenha nas relações pode ser muito interessante. E, com este estudo, queríamos observar como homens e mulheres podem usar a intimidade para incentivar determinados comportamentos de seus parceiros”.